TOBESADTOBEALONE

Um dia que encerrou com 32Hrs
Uma hora que acabou cedo, depois das 19.

Pensar sobre tristeza e solidão
sempre foram premissas nas minhas percepções
Sou uma alma estranha

So you are.

Andei por extremos, tantos
que já não cordabambeio mais.

Tudo certo, o que eu quero
Tudo errado o que eu sinto.

A vertigem mora
no olhar que me destes antes
O ínfimo segundo dos eus que se sentem
Mais a sós quando tá todo mundo.

Hoje escolho as palavras
Pois quero que todos as leiam sem pesares
Ontem, não.

O tempo só realoca memorias.
Não as apaga, nunca.

Que o tempo seja então
Um grande cuzão
E foda-me de tanto memoriar.

Três da Manhã.

E chegara novamente aquele momento
Todos os rostos pareceriam os mesmos
Todos os olhos pareceriam luzes brancas tilintantes, todos iguais.

Havia um diferente.

Vozes gritavam e ardiam ouvidos.
Corpos encostavam-se com e sem querer.
Corações cansados palpitantes dentro do peito.

Vai começar tudo de novo.

Todo o sangue desenfreado escorregará pelas veias
Uma onda quente vai bater
A sensação de imersão vai subir ate o pescoço
E sentara sozinha no banheiro até alguém esmurrar a porta.

Os revolucionários chegaram
E chegaram também os hipócritas
Chegou também, junto a uma sensação ridícula de desprazer.

O ”Boa Noite” mais frio que o vento das três
E o sobre nós que nunca existiu, agora grita.

O som do cansaço, o livro que leu, a musica que indicou
Nada disso vai salvar a alma que já se foi.

Anda por ai, fragil como um homem aos 60, 70 anos
A qualquer palavra errada vai se ofender
Fechar a cara
E jogar pra dentro da goela qualquer trago, de qualquer coisa
Já ta no fim, e dai?”

Desde sexta já fazem três dias.
Depois de ver através do espelho
Identificou a falta de amor
Andando por ai sem meias
Sem dentes
Achando que ninguém se importa…
Realmente, ninguém se importa.

O frio congelante manteve o ponteiro intacto
Três, quatro tanto faz.
Não tem mesmo pra onde ir.

Não imploraria sua cama
seu abraço
Mesmo que fossem os últimos cantos quentes da terra
Não iria mais tomar seu veneno antes de dormir.
O dia seguinte viria, enfim.

Quantos dias fazem que não sorri?
Não de bêbado, ou de desespero…

Caramba, o isqueiro ficou no teto do carro
Pobre, deslizou sereno a dentro, deixando um fino trajeto, como uma lesma.
Nunca mais o verei.

E pareceu, depois de tanto olhar pro horizonte
Sentiu que estava olhando pra alguém
Meio sem querer
Sabe quando já não se vê?

Um cara encarando o próprio pau
Deu uma sensação de apreço
Ele amava mesmo seu membro
Parecia que ele queria transar consigo mesmo….
Mas a julgar pelo estado infértil de raciocínio,
Nada mais faz sentido
Nem oque estou pensando agora
Nem oque pensei desde uns dias atrás
Tudo misturou na minha mente
Nada mais é linear.

Isso entorpece
De coisa boa e de coisa ruim
Aquele canto escuro da mente
Onda nada se cria ou evolui
Aquele canto empoeirado e deixado ás traças

Hora ou outra aparece um com fogo
Expõe toda a verdade que esconde-se
Bota luz nos sentimentos embrionários
que descansam esperando nascer na lama do agora

E de tanto falar em linguas
Entendo melhor o peso da palavra
O olho seco inundou-se de conhecimento
Banha o cerebro
Atordoa a mente.

Será que acabaram-se minhas palavras
Ou acabo de sair de um porto onde havia encalhado á séculos?

Espero navegar.

Forvm Velho

Inóspito centro
Beira-se á margem
Resguarda destroços
Abriga desabrigados na cama-rua
Alimenta a fome
Adoece os doentes
E mesmo assim ainda não viu o pior

Gélidas sombras
Que ousaram roubar o calor do sol
Pobres árvores
Semi-mortas Semi-vivas
Pobres Junkies
á maguear bebida
E o pão virou
Moeda de troca da vida

Desgraça anunciada
que estranhou a vida como um todo
Morreu pobre agouro
e seu corpo foi coberto no chão

Visão embaçada
a do tempo irresistível
Visão borrada
do dia em que Sumimos.

We’re all lonely here.

Nem os prédios
Nem os fios de tensao emaranhados
Nem seu abraço
Me tira a solidão.

Acho
E só acho
Que esvaziei
De vez
Meu coraçao.

O cinza que me fume
A fumaça que me edifique
O dia que acabe logo
E que sejamos menos mesquinhos.

Acabei de acordar
Pro lado de fora
Da Cama.

Acabo de me tocar
Que não me toco
À semanas.

Cidade Coração.
Corpo País
Nos olhos a imensidão
No peito,
Menos um dia feliz.

1035

Antes que a bateria acabe

Vou descontruir as palavras

E deixar que fique marcada

Toda minha insensatez

Não vamos destruir nada

Apenas deixa-las

E digam por si só

Violentamente batalhei

Pra arrancar de dentro do eu

Agora que ja sangrei

Juro por deus que terminei.

CIDADE ESTADO PAÍS

Dentro dos teus olhos
Revolto mar de água escura
Que na gota é transparente
Mas na profundidade é penumbra.

De onde se fitou o passado
E nenhum rastro deixou

Observou.

E a luz do Sol
Conseguiu o impossível
Quê é embelezar ainda mais
Esse rosto seu.

Tem uma poeira no fundo
Do marrom barro dos seus olhos
Que destaca o claro
Escurece o límpido

Enraizada
Não deixa esquecer o perverso.
O diabo atolado na lama
De cada ato que da janela se olha
De cada pacto, cada flecha.

Ontem cai de cara na lama
Subi o rio sem ar
Contra correnteza.

Nenhuma pedra sequer
Movera-se do chão.

Porquê o tempo não
Se fez
Suficientemente.

Não atreveu-se a sair
Mudar
Emergir

Por preguiça
Sei lá
Porque.

A réstia de luz
Que não atravessa o longe
o sem fim.

Causa marasmo
Enjoo a iniciante
Embala num ritmo lerdo
Sua mais inesquecível náusea.

Contra a antologia de dias frios
E camas quentes
Deitar no chão do obscuro
E tocar violões de ilusões

(…)

A musica
Que sai da sua
Caixa torácica
se espalha
como fumaça
Pela sala.

Dança entre
conversas
Invade mentes
Estanca feridas.

Arranca efeitos
Clareia escura-mente
Te arrasta pra longe do agorissimo
E te deixa boiando num tantofaz insano.

09:11 22.04.2021

Passei a noite toda em estado letárgico.
Desde á meia noite, mais ou menos, vivenciei uma espécie de transe.

Atipicamente desliguei a TV e resolvi dormir. Uso o termo ”atípico” pois essa, literalmente, não é uma pratica rotineira; Minha mente gera impulsos poderosos contra minha consciência e me ‘impede’ de executar tal ato. Já perdi a conta de quantos meses ando dormindo com propagandas, programas, musicas aleatórias no youtube. Sei que existe a automatização da pausa, mas já acordei com programação rolando; Talvez eu tenha rolado sob o controle e acidentalmente pressionado o OK. Não sei quais danos isso pode me acarretar, e não emprego muito empenho em evitar.

Hoje, não.

Ontem também.

Não deixei a TV ligada.
Levantei á meia noite e desliguei todo o T que conecta também a TV Box e o carregador do celular. Lancei-os ao chão e me enrolei nas cobertas, com o celular de lado e a luz do banheiro acesa. Recebi uma ligação ás 00:30 mais ou menos, atendi, e não conseguia me concentrar na conversa, adormeci com o celular ligado e só fui me dar conta disso quando acordei, uma hora depois. Nesse meio tempo, entre atender o telefone e acordar uma hora depois, começaram as estranhezas.
Lembro em flashes de memoria, que se apagam e acendem como um strobo, de estar numa posição apoiada nos braços, meio sentada, meio deitada e ver a luz da cozinha acesa, ficar encarando a luz e depois deitar novamente, como se eu assistisse isso de dentro da minha mente repetidas vezes, casa toda parecia iluminada.
Quando despertei, uma hora depois da ligação, tudo estava como antes; Luz da cozinha apagada, certa penumbra.

Agora começa a ficar esquisito.
Voltei a dormir e comecei a sonhar com uma realidade oposta.
A Bia e a Alice eram as mesmas mas não em caráter*, pareciam falar de forma exagerada e grotesca, olhos estavam de cores diferentes, invertidos (azul, era castanho, castanho era azul) e estávamos reunidas como sempre, com as crianças, e conversando e rindo. Alguns segundos depois (parecia que estávamos na minha casa extamente onde a cama esta porem sem a cama) alguém, ou algo toca no meu braço pelas costas com uma mão preta e macia como um slime , e quando eu me viro para olhar, a realidade derrete e vejo que já não somos mais ‘humanos’ todos tinham a pele como se constantemente petróleo puro a cobrisse e com uma certa rítmica não escorria nem pingava; Era como uma carapaça slime de petróleo vivo. Acordei com um sopro gelado no meu braço e vendo que ele estava totalmente descoberto e gelado, olhei ao redor, e me deparando com a casa toda acesa, ignorei o fato de que aquilo pudesse ter acontecido realmente, e voltei a dormir.
Entre variantes de visões distorcidas, perdi a relação de tempo .Porém parecia de manhã, quase uma iluminação de Golden hour, quando acordei mais uma vez com frio e descoberta, dessa vez deitada completamente com a barriga pra cima e imóvel senti o ímpeto de abrir os olhos. Mas no mesmo instante algo lá no fundo, uma voz que ecoou de dentro do meu corpo me dizendo ”não abra os olhos tem alguém ai” e eu realmente me impedi de abrir os olhos, acho que nunca havia feito isso, parar no meio do ato de abrir de olhos…me virei pro lado e me escondi sob as cobertas. Dormi mais alguns minutos e acordei as 07:00.

ZINE MORDAZ #3



Zine Mordaz de Poesias #3
Edição #2
Fevereiro de 2020

Poesias por Glaw


Gostaria de dedicar essa Zine
 a todas as pessoas que
 doaram algum tempo de suas vidas
 para me dizer palavras doces,
 me darem abraços quentes
 e me fazerem enxergar
 o que eu, sozinha, não conseguia.














Gosto de acreditar que não estive longe de mim mesma por muito tempo, que dei um tempo pra minha mente, suficiente para não surtar.
Repousei minhas ideias freneticamente em pedaços de papéis manchados antes que se cansassem, ou me parassem, ou sumissem, ou sei lá, me matassem.Entendi que precisava sair, precisava me desafiar, conhecer e respirar essa nova fase das minhas percepções.Me atrevi á ficar sozinha, a escolher o meu acento na exibição cotidiana das noites sorocabanas.Muitas personagens ótimas, muitas cenas tristes, muita gente efervescente e eu, pairando dentre tudo, como ouvinte, observadora e,  na sua maioria das vezes, sob efeito latente do álcool.
Posso tirar a conclusão de que ninguém espera num sábado a noite se deparar com alguém escrevendo ou desenhando, é atípico, e quanto a isso, tudo bem;Criei formas de me fazer invisível, no canto mais escuro, nas horas mais distintas, da forma menos invasiva possível, penetrei minha mente adentro.Outra conclusão vem do fato de que estar em público é algo muito louco, e que minha mente trabalha melhor em meio a balburdia, pelo menos, quando preciso exorcizar esse ou aquele demônio.
O que vem a seguir são poesias que escrevi num período de renascimento, onde tudo era muito intenso,
 muito quente e muito íntimo.
Escolhi fazer esse apanhado em específico, pela sua relevância na minha evolução emocional, pessoal, sentimental e de consciência (das quais eu acredito ser a mais importante) e também para marcar uma fase, essa que eu chamo de "noites sem fim".















#1
Onde nada pode começar
Onde tudo pode se encerrar

No cinza
No branco
No preto
No azul.

Em todas cores
Me perco.
No silêncio
Me perco.

Catalisando energias finas de prazeres
Devolvendo ódio, amando sozinho.
Desconectando do todo, sendo solo.
Pairando sob ondas.
Levando os louros.
Não merecendo-os.
Visões atravessadoras do espetáculo.
Ignorando o backstage, no escuro.

Onde é que não me enquadro nisso?

Captei no silêncio
O inaudível  som do tempo,
Que ecoava alto e ausente.
Que percorria invisível
Países
Cidades
Destinos.

No silêncio
Me emaranhei em sentenças.
Que julgava impossível.
No silêncio que vem de dentro,
Quê não desiste,
Ouvi resíduos de pensamentos
Desmenti verdades que julguei frias.
Arrebentei tímpanos de sentimentos
E dancei desritmadamente uma
 dança sem movimento.





#2
Deitamos no chão
atravessamo-nos
Nos misturamos com a sujeira
Que estava próxima de nós.

Cuidei para que não houvessem
cinzas ou poeira.
Deitei, sob o solo sujo, onde
vários já haviam pisado
horas antes das 3am.

Conectei-me a ele.

Era eu mesma o chão
Me julguei insana,
e ainda assim, sorri.


#3
E eu fiquei
Com seu sangue nas minhas mãos
Seu gosto na minha boca
Seus olhos no meu corpo
Seus dedos na minha pele
E seu  imundo rastro  na minha alma.


#4
Que no dia a dia não deixemo-nos
atormentar,
Que às horas do dia
Passemos menos em pesar.
Hoje,
Não nos deixemos acamar ,

Pelas noites mal dormidas
Pelos dias de pleno sol
Onde viajamos em ondas frias
Onde nos esquecemos de nós.

Não vos deixei corromper
assolar
adoecer
desanimar.

Pelo simples fato de não se importar
ou não se importarem.

Estamos mais a  sós
Que imaginávamos.
Estamos mais dentro de nós
Que gostaríamos de aceitar.
A  realidade afiada, nos fatia
Em dois, em três, em quatro talvez
Pra te mostrar
Que tudo acaba, tudo transforma
Tudo é uma bosta.
Mas não pertence a  nós enfim.
Estamos mais aqui
 que deveríamos estar.
Mais tristes que gostaríamos
Cada vez mais longe de nós.


Entre tantos dias
Entre pessoas mil
Almejando o fim
Esperando a hora
Pra deitar de dormir
esquecer de si.

Queria alcançar, todos os seus pesares
E retirá-los com as mãos
Mostrar-lhe o quão é linda
Sua aura, seu coração.
Só que ando triste também
Ando meio sem direção
Pretendo voltar talvez
Ou talvez, não.

E pela cidade bailei
Em direção á minha casa,
Tomei pra eu a contradança
Conduzi a passos bêbados
A coreografia dos
 sem
esperança.





#5

Olha que não estava eu a manifestar
nenhuma empatia.
Eu gostava mais era de ouvir a música
de sentar no escuro, apreciar a bagunça,
às vozes e sons distorcidos pelo álcool,
 pela  frieza do sereno
 madrugada a dentro.

A gente até meio que gosta
De ficar sozinho e não se enfrentar.
De esquecer horas a fio
De quem somos
Sem tomar o gole de coragem
necessário para sair da monotonia.
De entender que na mesmo na solitude,
 ainda assim estará propício aos encontros,
desencontros e avessos de lados.

Talvez a gente até tenha se enganado
Correndo corredores sem fim
Atrás do Minotauro, mais que da saída,
Atrás do demônio, mais quê do exorcismo.
Atrás de nos esvaziarmos,
mais do que nos preenchermos.
Errôneo pensar que isso desamarra nos.
e que estamos a desfazê-los,





#6

Quando estás a sós, no meio de tudo.
Estás perdido.
Quando estás a sós no meio da multidão
Estás em frequência baixa.

Acredite ou não
Guardará consigo vestígios
De dias frios
De horas quentes

Colocar ideias no papel
É cansativo.
Guardá-las em puro estado sutil
Cultivá-las mil.




#7

Na antessala
Danço sozinha
À melodia de caixas torácicas
À melodia de embreaguesas
Ao canto de extrema solidão, danço.

Dançar não é sair de si, é tomar-se.
Puxei meu demônio pra dançar, e ele veio.
Dancei  solo, com um cigarro alheio.



#8

Hoje estive numas
Estive correndo
Estive em estado líquido
Estive incerta

Acredite se quiser
Esteja onde estiver
Sempre estará
Vomitado
E sujo
E com a porta aberta
Enquanto mija
Enquanto está bêbado
Enquanto foge da realidade

Enquanto some
De tudo
Enquanto se esgueira
Se torna ríspido
Se ouriça
Fraqueja.

Você sempre será o mesmo
Não importa onde for
Não importa porque
Nem por onde




#9

Cavalo de fogo que reassume a
rédea de sangue,
Cavalga entre vieses tristes
O lombo quente não acomoda bem viajante
A velocidade incendeia estrada a  frente

Perímetros estreitos onde apenas cabe a mente
E o filme de ideias roteirizadas que produz-se andando
Vós dizeis mais adiante
Que nada somos, senão descontentamento.



#10
A Rua não para
As brigas
Oa banheiro a sujos
A vida que escorre

Entre dedos.

Deixe estar
Deixe ficar
Deixe ser
Só não parta
Só não morra só.




#11

Já mirava a hora em
 que não estaríamos mais a sós
E que julgar-nos-íamos 
espertos suficientemente 
para acabar com a insensatez.

Você, que vagueia sujo e arrebentado
E treme ao menor sinal de perigo...
Não se sinta só.

Estamos todos 
a afundar na lama
 do cotidiano sórdido.
Alguns se debatem, 
outros
 apenas deslizam
 fim trágico a dentro.

Capaz seria eu de jogar tudo pra alto(?)

De desdizer o dito, o não dito
 De arremessar a esmo
 toda intolerância, toda impaciência?
Em outros tempos, talvez.


Há um rastro de flores
que crescem regadas às nossas lágrimas 
Que enfeita nosso caminho
 desde tempos atrás
Poderíamos parar e
 eternamente contemplar
Mas, deixar de seguir em frente,
 é o pior que se faz.

Solto palavras como tiros
 que a ninguém fere.
Solto minha única voz
Pra que ninguém ouça.

Cansei da estética simples do poema
Cuspi pro lado meu remorso.
E vou escrevendo 
linhas que
  
NEM SEQUER RIMAM

Numa tentativa insólita 
de me sentir livre.
Em mais uma fracassada
 tentativa de traduzir o que sinto.
	



#12
Estado inerente
Que assola humanidades
Estimam-se centenas deles
Vivendo em superficialidade

Nem me ligo,
Nem me importo
Acredito mais em mim

Percorri a nado mares
Onde me arranhei
Mais que boiei
Visto sua pequena profundidade

E nessa de ponderar, confesso
Mais estou entre
Ligar, ou desligar
Por completo.




#13
Somos a ideia inicial
Somos a centelha apagada 
a jatos de hipócritas
Somos o mar, a primeira onda
Somos selvagens.


HAIKAIS
-Vinde longe seu
Matuto do asfalto
Sujo de pó,

-Cale-se perante
essa sua
Falta de ser.

-Apontou erros, 
mas eram
Só os alheios.

-Cuidado fio
Há perigo
nessa calçada.

-E se ontem
começou hoje
porque acordei?

-Delírio o de
Ferver em
brasa quente.

-Até que 
enfim
Me abduziram.



-Na ânsia de
esperar você
DORMI.

-Olha ai, 
como tá
cheio de mim.

-E  se eu
mandasse tudo
pra merda?

-Mentiu, mas
mais pra si
Quê pra mim.

-Amigos  aqui
Colegas ali
Gente estranha.

-Caixa preta
Retangular
Acesa de fumaça.

-Sound nosso, Lar primeiro
Geleia, nosso salvador.

-2020