03:33Hrs

Grande, de olhos castanhos
Banha me com sua penumbra
Insana cura, suas curvas
Suas veias, seus olhares

Ruina infértil de uma estátua qualquer
Desenhado às mãos delicadas de uma Deusa
E que nao fez questão de ficar em pé
Perante tempestade alguma renegou suas fragilidades
Dentro de um templo qualquer, envelheceu com o tempo.

Insano de olhar maciço
Pedaços de tantos outros
Costuras de tantas colchas
Manchas de tantos lençóis.

Eis ai uma ode ao ínfimo
Ao devaneio surdo e límpido
E entre labios que mentem
Nos enganamos mais uma vez.

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