CIDADE ESTADO PAÍS

Dentro dos teus olhos
Revolto mar de água escura
Que na gota é transparente
Mas na profundidade é penumbra.

De onde se fitou o passado
E nenhum rastro deixou

Observou.

E a luz do Sol
Conseguiu o impossível
Quê é embelezar ainda mais
Esse rosto seu.

Tem uma poeira no fundo
Do marrom barro dos seus olhos
Que destaca o claro
Escurece o límpido

Enraizada
Não deixa esquecer o perverso.
O diabo atolado na lama
De cada ato que da janela se olha
De cada pacto, cada flecha.

Ontem cai de cara na lama
Subi o rio sem ar
Contra correnteza.

Nenhuma pedra sequer
Movera-se do chão.

Porquê o tempo não
Se fez
Suficientemente.

Não atreveu-se a sair
Mudar
Emergir

Por preguiça
Sei lá
Porque.

A réstia de luz
Que não atravessa o longe
o sem fim.

Causa marasmo
Enjoo a iniciante
Embala num ritmo lerdo
Sua mais inesquecível náusea.

Contra a antologia de dias frios
E camas quentes
Deitar no chão do obscuro
E tocar violões de ilusões

(…)

A musica
Que sai da sua
Caixa torácica
se espalha
como fumaça
Pela sala.

Dança entre
conversas
Invade mentes
Estanca feridas.

Arranca efeitos
Clareia escura-mente
Te arrasta pra longe do agorissimo
E te deixa boiando num tantofaz insano.

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